
Os vestígios arqueológicos permitem remontar a ocupação da zona do castelo pelo menos à Idade do Bronze. Com efeito, existe no Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa) uma ponta de lança tipo Baiões oriunda do castelo, datável deste período cronológico.
Do período romano encontramos os silhares reutilizados na base da torre de menagem, não sendo de desprezar a existência neste local de uma atalaia romana, devido à sua grande importância geo-estratégica.
Da época visigótica há a informação de ter aparecido no castelo uma pedra de ornato bárbaro-popular.
Também a passagem muçulmana deixou vestígios, como sejam uma coluna, capitéis e um fragmento de estuque (que deram entrada no Museu Machado de Castro de Coimbra). A primeira referência à fortificação remonta ao séc. IX, embora o alcáçar árabe deva ter origem no século anterior. Nesta altura, o recinto fortificado devia resumir-se a pouco mais que a actual zona do castelejo, na coroa da colina. O célebre geógrafo árabe Edrisi refere-se a um castelo muito forte chamado Munt Malur, no séc. XII, altura em que a sua importância é acrescida devido ao processo da Reconquista. Em 990, Almançor tomou o Castelo, reconquistado, em 1006, por Mendo Luz. As partes mais antigas são a base da torre de menagem, onde se empregaram silhares romanos (eventualmente da alta Idade Média), as duas fortes torres junto à Porta do Rosário (poderão ser da época das Infantas), bem como os traçados do castelejo e da cerca principal.
No tempo da formação da nacionalidade, com os castelos de Miranda, Penela, Soure e Santa Eulália, formava a cintura avançada do sistema defensivo da cidade de Coimbra, constituindo para os mouros o seu maior incómodo nesta região. Com efeito, o castelo mudou várias vezes de mãos, com as consequentes destruições, sendo definitivamente tomado pelas forças de Fernando Magno em 1064, aquando da tomada de Coimbra. Nesta conturbada época o castelo devia ser formado pelo castelejo e pela cerca principal.
O recinto intra-muros é enriquecido no séc. XI com a construção da Igreja da Alcáçova e do Paço das Infantas, que ficará para sempre ligado ao facto de aí ter sido decidida a morte de Inês de Castro. A perda da sua importância geo-estratégica fez com que o castelo se fosse paulatinamente degradando.
Em 1109, D. Teresa e seu filho, D. Afonso Henriques, teriam ordenando novas reformas no Castelo. Em 1210-11, deu-se a confirmação papal do legado do Castelo de D. Sancho I a sua filha D. Teresa. Nas lutas entre D. Afonso III e D. Sancho II esteve do lado deste. O Infante D. Pedro mandou-o ampliar com uma faixa de muralhas, pela encosta do monte até ao sopé, pelo lado Poente. O príncipe D. Afonso IV tomou-o na rebelião contra D. Dinis. No século XIV, o Castelo deve ter tido uma reforma geral, sendo provavelmente desta época a barbacã e o cerco Norte.
O recinto intra-muros é enriquecido no séc. XI com a construção da Igreja da Alcáçova e do Paço das Infantas, que ficará para sempre ligado ao facto de aí ter sido decidida a morte de Inês de Castro. A perda da sua importância geo-estratégica fez com que o castelo se fosse paulatinamente degradando.
Em 1109, D. Teresa e seu filho, D. Afonso Henriques, teriam ordenando novas reformas no Castelo. Em 1210-11, deu-se a confirmação papal do legado do Castelo de D. Sancho I a sua filha D. Teresa. Nas lutas entre D. Afonso III e D. Sancho II esteve do lado deste. O Infante D. Pedro mandou-o ampliar com uma faixa de muralhas, pela encosta do monte até ao sopé, pelo lado Poente. O príncipe D. Afonso IV tomou-o na rebelião contra D. Dinis. No século XIV, o Castelo deve ter tido uma reforma geral, sendo provavelmente desta época a barbacã e o cerco Norte.
A 15 de Maio de 1875, Damião Luís de Carvalho comprou o cercado Norte (onde está a Capela de S. João) por 16$000 e em 1898 comprou cinco faixas de terreno dentro do castelo, entre a Porta do Rosário e a Igreja da Alcáçova. No ano de 1877, foi construída a torre do relógio. Em 1936, realizou-se a reconstrução dos panos de muralha; em 1940, a consolidação e reconstrução de paredes; em 1958, a instalação eléctrica; em 1969, reparação do poço do Abade João e muralhas próximas, libertação da muralha e sondagens arqueológicas; e em 1986 sofreu obras de beneficiação.
Na década de 90 do século XX, foi instalada uma casa de chá, entre os muros que restam do Paço das Infantas, obra do Arquitecto João Mendes Ribeiro, do Ippar, já aberta ao público. Associada à torre de menagem está a chamada "Lenda das duas Arcas". No campo da aequitectura, trata-se de uma fortaleza de planta irregular, alongada, respeitando a geografia do terreno. Constituído por castelejo, cerca principal,barbacã envolvente, cercado do lado Norte e reduto inferior, ligado a este. A barbacã é um muro baixo, ameado, sem torres, que envolvia toda a fortaleza principal. Pelo lado Norte, em direcção ao vale, dois muros perpendiculares à muralha antiga, com adarves em degraus contínuos e terminando em fortes torreões angulares. As duas portas que restam, a da Peste ou de Coimbra e a de Nossa Senhora do Rosário ou do Sol, eram simples portas da barbacã. Teve também o cemitério municipal (anexo à Igreja da Alcáçova), retirado em meados do século XX.
Fonte: Roteiro Medieval (Câmara Municipal)

2 comentários:
Olá Zéquinha. Parabens por este blog de Montemor. O Conhecimento deve ser transmitido por quem sabe. Assim tu como grande historiador desta terra tens como dever dar a conhecer esta tão ilustre Terra do Baixo Mondego.
Força
Mário Jorge Costa da Silva
É com grande entusiasmo que assisto ao nascimento do teu Blog.
Montemor precisa de todos para ser cada vez maior. Se puder contar, igualmente com com os seus filhos, então será Montemaior.
Grande abraço
Victor Pardal
Postar um comentário